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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Burburinho bom


Desde que comecei a atuar com Assessoria de Imprensa, na mesma época em que também prestava serviço para jornais impressos, a minha trajetória profissional de jornalista mudou. Aprendi na prática o que era relevante noticiar, pois nem tudo que chegava à redação renderia uma matéria relevante. 

Com quase 30 anos de experiência (completo em fevereiro de 2027), as minhas editorias preferidas eram e ainda são: Cultural, Turismo, Meio Ambiente e Comportamento. Com olhar crítico, a assessoria de imprensa foi consequência, e, claro, passei também a oferecer assessoria de comunicação, que é um universo mais amplo. 

Estar em ambos os lados (àquele que recebe a sugestão de pauta e àquele que ‘vende’ a pauta) foi fundamental para o serviço que hoje ofereço aos meus clientes. Tive a oportunidade de escrever também para sites, colunas, blogs, revistas, roteiros para vídeos institucionais, rádios, programas de TVs, consultoria e revisão de textos para publicações de livros etc. 

Em 2006, no auge dos blogs, criei um para divulgar eventos culturais realizados em Nova Friburgo e região, que foi um sucesso; e até hoje tenho alguns: Na Rede com Scheila, Palavras de Mirra, Olhar de Mirra, Encontro de Vinil, Burburinho Assessoria Comunicação e Burburinho Fevest, alguns em constante atualização. 

Em 2018, já com ascensão das redes sociais (por volta de 2011 e 2012) e com o mercado de assessoria de imprensa mudando radicalmente, percebi que meu trabalho também era considerado como um veículo de comunicação e me dediquei a fomentar as minhas próprias: Facebook, Instagram, YouTube, Spotify e X (Twitter), além de um blog e, mais recentemente, o LinkeIn. Fato é que os meus clientes também gostavam de estar nas minhas redes, ou seja: a estratégia deu certo.

Para oferecer um trabalho de excelência, ou bem próximo disso, me dediquei a oferecer assessoria de comunicação, que vai muito além de uma assessoria de imprensa. É preciso conhecer o cliente, a sua história e/ou da empresa/evento, sua(s) demanda(s), planejar e definir estratégias de forma personalizada avaliando o cenário do nicho em questão. Só depois de cumprir esta etapa é que vem o trabalho de uma boa assessoria de imprensa. 

Ainda hoje, a produção de um release é importante, e o cliente gosta, pois serve de base para os colegas de uma redação e muitos raramente alteram o texto; o que muda, às vezes, é o título, por questão do número de caracteres. Sempre gosto de oferecer aos jornalistas boas fotos, áudios e vídeos, e paralelamente crio o mailing personalizado, claro. Por que isso? Porque é preciso pensar com a cabeça de quem vai receber o material e estar disponível para atender outras demandas dentro do prazo estipulado. Detalhe à parte: já deixei de divulgar sugestões de pautas nas minhas redes porque o assessor de imprensa não enviou informações complementares que solicitei. 

Desde 2012, era preciso também considerar os(as) influenciadores(as)! E foi prestando serviço de assessorai de imprensa para a maior Feira Brasileira de Moda Íntima (Fevest), realizada em Nova Friburgo/RJ, que consegui convencer os realizadores sobre a importância de envolvê-los para ampliar a visibilidade do evento. Infelizmente, na época, a maioria dos colegas questionou dividir a ‘Sala de Imprensa’ com eles. Hoje em dia isso é normal, e em muitos eventos têm um espaço só para eles.

Tanto o cliente quanto o assessor de imprensa não podem ignorar o número de sugestões de pautas que chega para cada jornalista da outra ponta, não é mesmo? E uma das atribuições do assessor é criar uma boa rede de relacionamento com a imprensa. Teve época em que encaminhávamos e-mail para vários veículos de comunicação ao mesmo tempo e ficava na torcida por uma resposta. Ao longo do tempo, isso foi mudando. É necessário conhecer a forma que o colega do veículo de comunicação prefere receber o material de divulgação, até porquê hoje em dia é muito usado o WhatsApp.

E quando o seu cliente precisa conceder uma entrevista? Media training! Sim! É necessário treinar o porta-voz para estar diante de uma câmera ou para falar em público, que seja, pois nem todas as pessoas estão preparadas e/ou têm essa habilidade, mesmo que tenham o hábito de se posicionarem em redes sociais. 

Nós, assessores de imprensa, precisamos nos adequar às novas dinâmicas das redações! E por isso estou sempre me perguntando como emplacar uma pauta, como ampliar minhas redes de relacionamento e gerar realmente resultados satisfatórios tanto para o prestador deste serviço (eu) quanto para o meu cliente. 

E quando não é possível contratar uma empresa de clipping, para monitorar o alcance da pauta nas mídias, o assessor de imprensa tem mais uma tarefa: pesquisar; acompanhar alertas; organizar links, quando são gerados; e analisar as menções para incluir em um relatório. Felizmente, há colegas que avisam quando a matéria ou nota é publicada.

Satisfação mesmo é quando o Burburinho é bom para todos: cliente, quem divulga e o assessor de imprensa!

Scheila L. Santiago

Jornalista
Assessora de Imprensa
Produtora de Conteúdo

30/09/2026



terça-feira, 29 de setembro de 2026

Redes sociais mudam relação entre candidato e eleitor

 Especialista em Comunicação e Política explica impacto das bolhas,
uso de dados e novas regras do TSE para IA


O celular se tornou a principal porta de entrada da política no dia a dia. Se antes o eleitor conhecia propostas pelo jornal, rádio e TV, hoje o contato é direto: candidatos postam vídeos, fazem lives e respondem comentários sem intermediação da imprensa tradicional. O formato impulsionou vídeos curtos, memes e influenciadores digitais, que muitas vezes superam a audiência de veículos tradicionais.

Para a jornalista, pesquisadora e professora de Comunicação e Política da Estácio, Monica Winter, esse contato direto tem um lado positivo, mas também traz novos desafios. Um deles é a Pós-verdade, o termo foi eleito como a palavra do ano pelo Dicionário Oxford em 2016, ano do Brexit e da eleição de Donald Trump. O termo descreve quando conteúdos que mexem com a emoção pesam mais na formação de opinião do que os fatos.

“As redes foram feitas para prender a atenção. Quanto mais curtidas, comentários e compartilhamentos, mais o post é exibido para outras pessoas. Conteúdo emocional ou polêmico, verdadeiro ou não, se espalha mais rápido do que uma notícia checada. E os algoritmos ainda criam o efeito bolha, mostrando para cada pessoa aquilo em que ela já acredita, o que reforça a polarização”, explica Monica.

A partir das eleições de 2018, cresceram no país agências de checagem como Aos Fatos, Agência Lupa, Comprova e Fato ou Fake, e o Tribunal Superior Eleitoral passou a firmar parcerias com essas agências e com as plataformas. Em 27 de fevereiro de 2024, o TSE aprovou regras que proíbem o uso de deepfakes, vídeos ou áudios falsos criados por IA. Para as eleições gerais de outubro, as regras ficaram mais rígidas com nova resolução aprovada em março de 2026, que amplia a proibição e cria restrições para conteúdos gerados por IA nos dias que antecedem a votação. No entanto, mesmo com a checagem, a velocidade das redes impõe limites.

"A desinformação se espalha mais rápido do que qualquer equipe consegue verificar e  reverter a convicção criada a partir de uma fake news ou pós-verdade é um grande  desafio.”, ressalta a professora.

No Congresso, a tentativa de regular o tema com o PL das Fake News, aprovado no Senado, foi retirada de pauta na Câmara em maio de 2024 e segue sem data para voltar a ser discutido.

A desconfiança do brasileiro em relação às redes sociais como fonte de informação também cresceu. Segundo a Pesquisa Genial/Quaest de agosto de 2026 sobre percepção dos meios de comunicação, 54% dos entrevistados disseram não confiar nas redes sociais, enquanto 44% afirmam confiar. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

“As redes e suas bolhas ajudam a manter engajado quem já apoia um candidato, mas são bem menos eficazes para convencer quem está indeciso. Elas mudam a forma como a política é vivida no dia a dia, mas não substituem o julgamento de cada eleitor”, conclui Monica. A orientação é checar a fonte original antes de compartilhar, desconfiar de conteúdos que provocam reação emocional forte e diversificar os canais de informação.

Segundo a especialista, outro ponto de atenção é o uso indevido de dados pessoais para fins eleitorais. O caso mais conhecido é o do Facebook com a Cambridge Analytica, revelado em março de 2018 pelo The Guardian e The New York Times. A consultoria teve acesso a dados de cerca de 87 milhões de usuários para direcionamento de propaganda política, inclusive na campanha de Donald Trump em 2016. No Brasil, o Facebook foi multado em R$ 6,6 milhões pelo Ministério Público em dezembro de 2019 pelo mesmo caso, episódio que ajudou a impulsionar a criação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

terça-feira, 1 de setembro de 2026

11º Encontro de Vinil: uma experiência cultural para amantes dos LPs

O evento será realizado em Nova Friburgo/RJ no dia 12 de setembro 

O interesse por discos de vinil vai além da música. Os amantes dos LPs têm todo um ritual que começa na escolha do álbum, passa pela retirada cuidadosa do disco da capa e termina no momento de posicionar a agulha sobre a faixa escolhida, uma experiência cultural distante da praticidade oferecida pelos aplicativos de streaming hoje em dia. 

Por esses e outros motivos que Nova Friburgo/RJ terá o 11º ENCONTRO DE VINIL no dia 12 de setembro (sábado), das 10h às 19h, na Usina Cultural (entrada pela Rua Dante Laginestra), com entrada franca e classificação livre (crianças e adolescentes com até 15 anos devem estar acompanhados de um responsável). O evento é uma realização do Na Rede com Scheila e apoio cultural do Instituto Energisa e Usina Cultural.

Durante o encontro, já tradicional na cidade, o público pode garimpar a vontade e fazer negócios diretamente com os expositores (alguns deles participam desde a primeira edição e outros que ao saber do evento se interessaram a apresentar seus acervos). A quantidade de discos levados ao encontro pode chegar a três mil, dos mais diversos gêneros musicais: Rock (nacional e internacional), MPB, Samba, Infantil, Blues, Jazz, Bossa-nova, Clássicos, Instrumental, Country, Dance Music, Reggae, Pop, Hip-hop, Eletrônica, e muito mais. Por lá, durante todo o dia, só se escuta discos de vinil em um equipamento de som apropriado. Quanto aos valores dos LPs, podem variar entre R$10 e R$2 mil, por exemplo, ou mais, considerando não só o artista(s), a raridade, mas também o estado de conservação.  

Percebe-se a cada Encontro de Vinil que o evento atrai pessoas de diferentes gerações, colecionadores assíduos, curiosos, compradores casuais e jovens, que mesmo na era digital, que oferece todo tipo de música do mundo na palma da mão, têm interesse por um objeto que pesa, risca e precisa ser virado, pois tem o lado A e o lado B. 

Scheila Santiago
“Segundo uma matéria publicada no Portal Terra em julho deste ano, em 2025 foram vendidos no Brasil R$4 bilhões de discos de vinil! É muito bacana! Com certeza, o interesse por essa mídia é mais do que um modismo passageiro! É sinal de que vem aumentando o interesse pelo consumo musical! Música é vida!”, comenta Scheila Santiago, organizadora dos encontros.





ENCONTROS DE VINIL

Em 21 de junho de 2014 aconteceu o primeiro Encontro de Vinil em Nova Friburgo, totalmente despretensioso, apenas para reunir um grupo de pessoas que ainda tinha discos de vinil guardados, alguns escutavam e outros não tinham mais o equipamento para escutar os bolachões. No local, havia um equipamento de som e todos que participaram trocaram muitas informações e lembranças. No mesmo ano, um outro encontro aconteceu e mais pessoas se interessaram em participar como expositores e público. O evento passou a ser anual e somente nos anos de 2016, 2020 e 2021 não aconteceram. Para saber mais, basta acessar o blog http://encontrodevinil.blogspot.com .


SERVIÇO

11º Encontro de Vinil

12 de setembro de 2026 (sábado)

Das 10h às 19h

Usina Cultural Energisa (entrada pela Rua Dante Laginestra), Centro – Nova Friburgo/RJ

Informações: (22)98146-2493

Realização: Na Rede com Scheila @naredecomscheila

Apoio Cultural: Instituto Energisa e Usina Cultural @usinaculturalnf