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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

3º Encontro de Benzedeiras e Erveiras da Montanha reúne saberes tradicionais

Entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2026, Visconde de Mauá/RJ, na Serra da Mantiqueira, recebe o "3º Encontro de Benzedeiras e Erveiras da Montanha". A iniciativa promove o intercâmbio de conhecimentos tradicionais relacionados ao benzimento, ao uso das ervas e às práticas populares de cuidado. A programação reúne oficinas, rodas de conversa, vivências, histórias de vida, orações e momentos de partilha.

Realizado na Fazenda São José – Oficina das Ervas, o encontro é organizado por Patrícia Carvalho, da Oficina das Ervas, e Ana Moraes, da Casa Sensorial. A proposta é valorizar os saberes transmitidos entre gerações e criar um espaço de encontro entre benzedeiras, erveiras, pessoas ligadas às tradições populares e interessados nessas práticas.

A edição de 2026 tem como tema Nossa Senhora Aparecida e as rosas vermelhas. A escolha orienta parte das atividades, que abordam ancestralidade, espiritualidade, simbologia das plantas e tradições populares.

A programação começa na sexta-feira, 4 de dezembro, com a chegada dos participantes e um jantar leve. À noite, Ana Moraes e Patrícia Carvalho conduzem a atividade “Ancestralidade na lareira: Benzedeiras, Erveiras e histórias de vida (com oráculos)”, dedicada à troca de experiências e à memória dos saberes tradicionais.

No sábado, 5 de dezembro, Patrícia Carvalho ministra a oficina “Magia da defumação e confecção do grande bastão de ervas”. À tarde, Ana Moraes apresenta “Uso das ervas no benzimento”. Em seguida, as organizadoras conduzem a atividade “Nossa Senhora Aparecida e as Rosas vermelhas (tintura e perfumaria)”. A programação do dia termina com um hinário e cantigas dedicadas a Oxum e Nossa Senhora da Conceição, conduzidos por Patrícia Carvalho.

No domingo, 6 de dezembro, o encontro promove uma Roda de Benzimento com Ana Moraes, Patrícia Carvalho e benzedeiras convidadas. A atividade abre espaço para a partilha de conhecimentos e experiências. O encerramento acontece após o almoço, com uma conversa coletiva e café de despedida.

SERVIÇO

3º Encontro de Benzedeiras e Erveiras da Montanha
Data: 4 a 6 de dezembro de 2026
Local: Fazenda São José – Oficina das Ervas, Visconde de Mauá, Serra da Mantiqueira (RJ)
Organização: Patrícia Carvalho (Oficina das Ervas) e Ana Moraes (Casa Sensorial)

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScB2jsPCpC2ZwPyPmHC-AGag2-oPDPlEg4bBfOzluHGI_Iu0g/viewform

Contato: (14)98136-5577 / bemdamontanha@gmail.com

Instagram: @oficinadaservasmaua e @casasensorial

Um Pedaço de Mim — Histórias que não cabem em um só corpo

A fotografia como expressão artística, memória e resistência é o ponto de partida de "Um Pedaço de Mim — Histórias que não cabem em um só corpo", exposição fotográfica autoral e independente, foi inaugurada no dia 3 de novembro, na Sala Expositora Van Dijk, no Centro de Cultura Raul de Leoni, em Petrópolis/RJ.
Criada por Douglas Ramos no contexto do Mês da Consciência Negra, a exposição utiliza a fotografia como linguagem poética e política para abordar identidade negra, fé, ancestralidade, corpo, espiritualidade e resistência. As imagens propõem um olhar sensível e crítico sobre as experiências atravessadas pelo racismo estrutural e pelo apagamento social, convidando o público a refletir sobre histórias que nem sempre encontram espaço para serem contadas.

Fotógrafo e artista visual com atuação independente desde 2019, em Petrópolis, Douglas iniciou sua trajetória registrando pessoas, histórias e cotidianos. Com o tempo, seu trabalho passou a explorar a construção de narrativas visuais, aproximando fotografia, memória e questões sociais. Sua formação em Serviço Social também contribui para um olhar atento às relações humanas, aos territórios e às diferentes formas de existência.
Em sua pesquisa autoral, Douglas investiga temas como identidade, pertencimento, espiritualidade, desigualdades sociais e resistência. Em Um Pedaço de Mim, esse percurso ganha forma por meio de retratos que valorizam a subjetividade das pessoas fotografadas, sem reduzi-las a representações únicas. A proposta é construir imagens que sejam, ao mesmo tempo, expressão artística, registro de memória e convite à reflexão.

A exposição conta ainda com a colaboração de Alberto Lorenzi, fotógrafo e designer com cerca de cinco anos de experiência na criação de imagens e narrativas visuais. Seu trabalho transita entre a fotografia e o design, com uma abordagem autoral e documental que valoriza a singularidade, a identidade e a expressividade de cada pessoa retratada.
No projeto, Alberto participou do processo criativo, do registro das construções visuais, da produção do material e da edição final. Sua contribuição ajudou a consolidar a identidade visual da exposição e a traduzir, em imagens, as propostas artísticas e conceituais da série.
Mais do que apresentar fotografias, "Um Pedaço de Mim" pretende provocar o público a pensar sobre fé, corpo, silenciamento, espiritualidade, identidade, racismo e resistência. A mostra propõe um encontro entre arte e experiência social, reafirmando a fotografia como espaço de expressão e reconhecimento.

A exposição conta com o apoio do Segmento de Culturas Afro-Brasileiras, Quilombolas e de Matrizes Africanas do Conselho Municipal de Cultura, da Prefeitura de Petrópolis, por meio do Centro de Cultura Raul de Leoni, e do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo Federal, por meio do Instituto Caminho da Roça (ICR), no âmbito do Sistema Nacional de Cultura.

SERVIÇO

Exposição: Um Pedaço de Mim — Histórias que não cabem em um só corpo
Até 30 de novembro
 Local: Sala Expositora Van Dijk — Centro de Cultura Raul de Leoni, Petrópolis (RJ)

https://www.instagram.com/douglasramos.ft/


terça-feira, 20 de outubro de 2026

Nova Friburgo recebe exposição “CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes” a partir de 30 de outubro, no Sesc

Mostra reúne pinturas, xilogravuras e matrizes de madeira do artista paraibano, com obras de sua mãe, experiências multissensoriais e oficinas gratuitas


A exposição “CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes” estará em cartaz na Galeria do Sesc Nova Friburgo/RJ, de 30 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027. Reunindo 32 obras, entre xilogravuras, matrizes de madeira e pinturas de diferentes períodos da trajetória do artista, a mostra revela como suas origens, as memórias da infância e a relação com a natureza atravessam sua produção artística.

Com abertura em 30 de outubro (sexta-feira), às 14h, e entrada gratuita, a exposição propõe uma experiência cultural inclusiva, interativa e multissensorial, com recursos de acessibilidade e atividades para diferentes gerações. A mostra integra o Edital Sesc Pulsar 2025/2026, com curadoria de Thayná Trindade e idealização e direção de Mariana Lannes e Alessandro Zoe.

Nascido no sertão da Paraíba, Ciro teve na mãe, Maria do Socorro Cavalcanti, também pintora, sua primeira referência artística. A convivência com ela e com a natureza que o cercava foi fundamental para a formação de sua sensibilidade. Mesmo depois de deixar a Paraíba e construir sua carreira no Rio de Janeiro, continuou levando essas referências para suas criações.

Um dos destaques da mostra é a presença de pinturas de Maria do Socorro, apresentadas em diálogo com obras do filho. O caju, que dá nome à exposição, remete à infância no Sítio Canada, onde mãe e filho colhiam a fruta juntos. Presente em trabalhos de diferentes períodos, tornou-se uma espécie de assinatura do artista, um pedacinho de sua alma.

Quatro núcleos conectados pelas origens do artista

A exposição está organizada em quatro núcleos temáticos que, embora abordem diferentes aspectos da obra de Ciro, estão conectados por suas raízes e experiências de vida.

Origem: Apresenta a infância no sertão da Paraíba, a relação com a mãe e suas primeiras experiências com a arte, destacando o caju como símbolo da ligação com suas raízes.

Passaredo: Reúne representações de pássaros, presentes no universo de Ciro desde a infância e recorrentes em suas xilogravuras. O núcleo também relaciona essas aves aos voos, caminhos e conquistas de sua trajetória artística.

As Mulheres: Explora as diferentes representações femininas em sua obra, de figuras do cotidiano a personagens da mitologia, em diálogo com a sensibilidade artística desenvolvida desde a infância e a influência de sua mãe.

Natureza: Revela a profunda conexão de Ciro com a fauna e a flora, das paisagens do sertão paraibano à natureza que passou a observar no Rio de Janeiro, referências que permaneceram presentes em suas criações.

Experiência multissensorial e acessibilidade

A exposição oferece experiências que vão além da observação das obras, com matrizes e elementos táteis que permitem conhecer texturas e relevos da xilogravura, estímulos olfativos e uma trilha sonora original criada especialmente para a mostra pelo músico e compositor Jean Charnaux.

Entre os recursos de acessibilidade estão audiodescrição, piso tátil e placas em braille. O espaço também contará com conteúdo audiovisual em televisão com fones de ouvido, além de interpretação em Libras durante a abertura e em uma das oficinas educativas.

Oficinas de gravura

Durante o período expositivo, serão realizadas três oficinas de gravura voltadas principalmente a crianças e jovens da rede pública de ensino de Nova Friburgo e região.

Conduzidas por Bruno Fernandes, filho de Ciro Fernandes, com apoio de Bernardo Domingos, as atividades apresentarão os princípios da xilogravura por meio de práticas acessíveis e materiais sustentáveis, estimulando a criatividade e o contato com a arte popular brasileira. Uma das oficinas contará com interpretação em Libras.

As datas serão divulgadas posteriormente pelo perfil @cirofernandesxilo, em conjunto com o Sesc Nova Friburgo.

Sobre Ciro Fernandes


Nascido em 31 de janeiro de 1942, em Uiraúna, no sertão da Paraíba, Ciro Fernandes é artista visual, xilogravador, pintor e ilustrador. Incentivado pela mãe desde a infância, começou cedo a desenhar e pintar.

Em 1958, aos 16 anos, deixou a Paraíba em decorrência da seca. Passou por Natal e São Paulo antes de se estabelecer no Rio de Janeiro, em 1961, onde trabalhou com publicidade, ilustração e artes visuais.

Sua trajetória inclui trabalhos para jornais, livros e capas de discos, além de colaborações com publicações de autores como Rachel de Queiroz, Ferreira Gullar e Carlos Drummond de Andrade. Participou de exposições em diferentes instituições culturais brasileiras, incluindo o Museu Nacional de Belas Artes, e tornou-se especialmente reconhecido por sua produção em xilogravura.

Mais informações: www.cirofernandes.com.br.

SERVIÇO

Exposição: CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes

Artista: Ciro Fernandes

Abertura / Vernissage: 30 de outubro de 2026 (sexta-feira), a partir das 14h

Local: Galeria do Sesc Nova Friburgo - Av. Presidente Costa e Silva, 231, Centro, Nova Friburgo/RJ

Visitação: 30 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Horários: terça-feira a sábado, das 9h às 20h; domingos e feriados, das 9h às 18h

Entrada: Gratuita

Classificação indicativa: Livre

Acessibilidade: audiodescrição, piso tátil, placas em braille, matrizes táteis e recursos multissensoriais. Libras na abertura e em uma das oficinas.

Programação educativa: três oficinas de gravura, com datas a divulgar no perfil @cirofernandesxilo

Realização: Sesc RJ - Edital Sesc Pulsar 2025/2026

Curadoria: Thayná Trindade

Idealização e direção: Mariana Lannes e Alessandro Zoe

Coordenação e produção: Solar Produções Artísticas e CRIVO Gestão Artística

Trilha sonora original: Jean Charnaux

Expografia: Pedro Pantoja

Assessoria de imprensa: Scheila Santiago - Na Rede com Scheila | (22) 98146-2493 | @naredecomscheila

Site: www.cirofernandes.com.br

Instagram: @cirofernandesxilo

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A História Através do Teatro – e que estória é essa?

Grupo de estudos será realizado de outubro a dezembro em Nova Friburgo/RJ. A Companhia Arteira de Teatro dá início ao projeto “Terra de Lugar Nenhum”

A Companhia Arteira de Teatro de Nova Friburgo, com 18 anos de atuação, traz à cena o projeto “Terra de Lugar Nenhum”, que terá início em outubro deste ano com um grupo de estudos gratuito presencial sobre “A História Através do Teatro – e que estória é essa?”, e culminará na montagem do espetáculo teatral “Terra de Lugar Nenhum - Delírios de Uma Demiurga”, previsto para abril de 2027.

Contemplado no Edital Fluxos Fluminenses 2026, o projeto conta com o apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa através da Política Nacional Aldir Blanc.

A proposta é homenagear o fazer teatral ao mesmo tempo em que se propõe uma reflexão crítica sobre o apagamento feminino na história dessa arte. O teatro, enquanto linguagem essencialmente humana e coletiva, mantém sua relevância como ferramenta de formação e transformação social.

O projeto “Terra de Lugar Nenhum” conta com a parceria da escritora carioca Eliane França (foto), que conduzirá o grupo de estudos, de 31/10 a 05/12/2026, aos sábados, das 14h às 17h, na Casa – Companhia Arteira Sede Artística (Rua Mac Nível, 45 - Centro - Nova Friburgo). As inscrições e participações são gratuitas para pessoas a partir dos 16 anos, tendo como público-alvo profissionais de Teatro, professores, artistas, estudantes, interessadas em cultura e questões de gênero. Os interessados(as) devem se inscrever por meio de link no perfil do Instagram da Companhia Arteira @arteiracompanhia . As vagas são limitadas e as atividades contarão com mediação para PcD. 

A partir do livro “O Teatro Através da História” (publicado com base em textos escritos por diversos autores durante um ciclo de palestras no período de março a maio de 1992, no Centro Cultural Banco do Brasil), a proposta é conhecer, discutir e aprofundar o papel das mulheres na história do Teatro ao longo do tempo, uma vez que nomes como William Shakespeare, Molière, Samuel Beckett e Ariano Suassuna são amplamente reconhecidos, mas a presença de dramaturgas permanece historicamente invisibilizada.

O grupo de estudos “A História Através do Teatro – e que estória é essa?” oferecerá a oportunidade dos participantes conhecerem uma construção dramatúrgica feita em colaboração coletiva, tendo como foco o espetáculo inédito da Companhia Arteira “Terra de Lugar Nenhum - Delírios de uma Demiurga”, que abordará a arte teatral questionando o papel que coube às mulheres no registro histórico do Teatro. Àqueles que participarem serão convidados pelo elenco da peça e produção a contribuir com a criação do espetáculo e serão os primeiros a assistir um ensaio aberto. 

Os temas a serem abordados nos seis encontros serão: Teatro Grego e Teatro Medieval; Commedia dell’arte e Teatro Elisabetano; Teatro do Século de Ouro espanhol e o Classicismo Francês; Teatro Romântico e o nascimento do Teatro Moderno; As vanguardas Teatrais do Século XX e o Teatro Contemporâneo; e o Teatro Brasileiro. 

Vale destacar que Eliane França é escritora premiada com quatro livros publicados, contadora de histórias, atriz, dramaturga, professora de Teatro na rede pública de ensino há mais de vinte anos, diretora teatral, cantora e compositora atuante desde a década de noventa.

O espetáculo teatral da Companhia Arteira de Teatro de Nova Friburgo “Terra de Lugar Nenhum - Delírios de Uma Demiurga” tem estreia prevista para abril de 2027, com seis apresentações gratuitas em três cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro: Nova Friburgo, Bom Jardim e Cantagalo.


SERVIÇO

Grupo de Estudos “A História Através do Teatro – e que estória é essa?”
Período: 31/10 a 05/12/2026 (sábados)
Horário: 14h às 17h
Local:  CASA - Companhia Arteira Sede Artística (Rua Mac Nível, 45 - Centro - Nova Friburgo)
Público-alvo: pessoas a partir dos 16 anos - profissionais de teatro, professores, artistas, estudantes, interessadas em cultura e questões de gênero (com mediação para PcD).

Inscrições gratuitas no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdORba7wpeq7KjUBzRXtPSOGiqk8xTGPhh4JXjRtJ5H8Awovw/viewform?usp=sharing&ouid=116040753559117553173

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Burburinho bom


Desde que comecei a atuar com Assessoria de Imprensa, na mesma época em que também prestava serviço para jornais impressos, a minha trajetória profissional de jornalista mudou. Aprendi na prática o que era relevante noticiar, pois nem tudo que chegava à redação renderia uma matéria relevante. 

Com quase 30 anos de experiência (completo em fevereiro de 2027), as minhas editorias preferidas eram e ainda são: Cultural, Turismo, Meio Ambiente e Comportamento. Com olhar crítico, a assessoria de imprensa foi consequência, e, claro, passei também a oferecer assessoria de comunicação, que é um universo mais amplo. 

Estar em ambos os lados (àquele que recebe a sugestão de pauta e àquele que ‘vende’ a pauta) foi fundamental para o serviço que hoje ofereço aos meus clientes. Tive a oportunidade de escrever também para sites, colunas, blogs, revistas, roteiros para vídeos institucionais, rádios, programas de TVs, consultoria e revisão de textos para publicações de livros etc. 

Em 2006, no auge dos blogs, criei um para divulgar eventos culturais realizados em Nova Friburgo e região, que foi um sucesso; e até hoje tenho alguns: Na Rede com Scheila, Palavras de Mirra, Olhar de Mirra, Encontro de Vinil, Burburinho Assessoria Comunicação e Burburinho Fevest, alguns em constante atualização. 

Em 2018, já com ascensão das redes sociais (por volta de 2011 e 2012) e com o mercado de assessoria de imprensa mudando radicalmente, percebi que meu trabalho também era considerado como um veículo de comunicação e me dediquei a fomentar as minhas próprias: Facebook, Instagram, YouTube, Spotify e X (Twitter), além de um blog e, mais recentemente, o LinkeIn. Fato é que os meus clientes também gostavam de estar nas minhas redes, ou seja: a estratégia deu certo.

Para oferecer um trabalho de excelência, ou bem próximo disso, me dediquei a oferecer assessoria de comunicação, que vai muito além de uma assessoria de imprensa. É preciso conhecer o cliente, a sua história e/ou da empresa/evento, sua(s) demanda(s), planejar e definir estratégias de forma personalizada avaliando o cenário do nicho em questão. Só depois de cumprir esta etapa é que vem o trabalho de uma boa assessoria de imprensa. 

Ainda hoje, a produção de um release é importante, e o cliente gosta, pois serve de base para os colegas de uma redação e muitos raramente alteram o texto; o que muda, às vezes, é o título, por questão do número de caracteres. Sempre gosto de oferecer aos jornalistas boas fotos, áudios e vídeos, e paralelamente crio o mailing personalizado, claro. Por que isso? Porque é preciso pensar com a cabeça de quem vai receber o material e estar disponível para atender outras demandas dentro do prazo estipulado. Detalhe à parte: já deixei de divulgar sugestões de pautas nas minhas redes porque o assessor de imprensa não enviou informações complementares que solicitei. 

Desde 2012, era preciso também considerar os(as) influenciadores(as)! E foi prestando serviço de assessorai de imprensa para a maior Feira Brasileira de Moda Íntima (Fevest), realizada em Nova Friburgo/RJ, que consegui convencer os realizadores sobre a importância de envolvê-los para ampliar a visibilidade do evento. Infelizmente, na época, a maioria dos colegas questionou dividir a ‘Sala de Imprensa’ com eles. Hoje em dia isso é normal, e em muitos eventos têm um espaço só para eles.

Tanto o cliente quanto o assessor de imprensa não podem ignorar o número de sugestões de pautas que chega para cada jornalista da outra ponta, não é mesmo? E uma das atribuições do assessor é criar uma boa rede de relacionamento com a imprensa. Teve época em que encaminhávamos e-mail para vários veículos de comunicação ao mesmo tempo e ficava na torcida por uma resposta. Ao longo do tempo, isso foi mudando. É necessário conhecer a forma que o colega do veículo de comunicação prefere receber o material de divulgação, até porquê hoje em dia é muito usado o WhatsApp.

E quando o seu cliente precisa conceder uma entrevista? Media training! Sim! É necessário treinar o porta-voz para estar diante de uma câmera ou para falar em público, que seja, pois nem todas as pessoas estão preparadas e/ou têm essa habilidade, mesmo que tenham o hábito de se posicionarem em redes sociais. 

Nós, assessores de imprensa, precisamos nos adequar às novas dinâmicas das redações! E por isso estou sempre me perguntando como emplacar uma pauta, como ampliar minhas redes de relacionamento e gerar realmente resultados satisfatórios tanto para o prestador deste serviço (eu) quanto para o meu cliente. 

E quando não é possível contratar uma empresa de clipping, para monitorar o alcance da pauta nas mídias, o assessor de imprensa tem mais uma tarefa: pesquisar; acompanhar alertas; organizar links, quando são gerados; e analisar as menções para incluir em um relatório. Felizmente, há colegas que avisam quando a matéria ou nota é publicada.

Satisfação mesmo é quando o Burburinho é bom para todos: cliente, quem divulga e o assessor de imprensa!

Scheila L. Santiago

Jornalista
Assessora de Imprensa
Produtora de Conteúdo

30/09/2026



terça-feira, 29 de setembro de 2026

Redes sociais mudam relação entre candidato e eleitor

 Especialista em Comunicação e Política explica impacto das bolhas,
uso de dados e novas regras do TSE para IA


O celular se tornou a principal porta de entrada da política no dia a dia. Se antes o eleitor conhecia propostas pelo jornal, rádio e TV, hoje o contato é direto: candidatos postam vídeos, fazem lives e respondem comentários sem intermediação da imprensa tradicional. O formato impulsionou vídeos curtos, memes e influenciadores digitais, que muitas vezes superam a audiência de veículos tradicionais.

Para a jornalista, pesquisadora e professora de Comunicação e Política da Estácio, Monica Winter, esse contato direto tem um lado positivo, mas também traz novos desafios. Um deles é a Pós-verdade, o termo foi eleito como a palavra do ano pelo Dicionário Oxford em 2016, ano do Brexit e da eleição de Donald Trump. O termo descreve quando conteúdos que mexem com a emoção pesam mais na formação de opinião do que os fatos.

“As redes foram feitas para prender a atenção. Quanto mais curtidas, comentários e compartilhamentos, mais o post é exibido para outras pessoas. Conteúdo emocional ou polêmico, verdadeiro ou não, se espalha mais rápido do que uma notícia checada. E os algoritmos ainda criam o efeito bolha, mostrando para cada pessoa aquilo em que ela já acredita, o que reforça a polarização”, explica Monica.

A partir das eleições de 2018, cresceram no país agências de checagem como Aos Fatos, Agência Lupa, Comprova e Fato ou Fake, e o Tribunal Superior Eleitoral passou a firmar parcerias com essas agências e com as plataformas. Em 27 de fevereiro de 2024, o TSE aprovou regras que proíbem o uso de deepfakes, vídeos ou áudios falsos criados por IA. Para as eleições gerais de outubro, as regras ficaram mais rígidas com nova resolução aprovada em março de 2026, que amplia a proibição e cria restrições para conteúdos gerados por IA nos dias que antecedem a votação. No entanto, mesmo com a checagem, a velocidade das redes impõe limites.

"A desinformação se espalha mais rápido do que qualquer equipe consegue verificar e  reverter a convicção criada a partir de uma fake news ou pós-verdade é um grande  desafio.”, ressalta a professora.

No Congresso, a tentativa de regular o tema com o PL das Fake News, aprovado no Senado, foi retirada de pauta na Câmara em maio de 2024 e segue sem data para voltar a ser discutido.

A desconfiança do brasileiro em relação às redes sociais como fonte de informação também cresceu. Segundo a Pesquisa Genial/Quaest de agosto de 2026 sobre percepção dos meios de comunicação, 54% dos entrevistados disseram não confiar nas redes sociais, enquanto 44% afirmam confiar. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

“As redes e suas bolhas ajudam a manter engajado quem já apoia um candidato, mas são bem menos eficazes para convencer quem está indeciso. Elas mudam a forma como a política é vivida no dia a dia, mas não substituem o julgamento de cada eleitor”, conclui Monica. A orientação é checar a fonte original antes de compartilhar, desconfiar de conteúdos que provocam reação emocional forte e diversificar os canais de informação.

Segundo a especialista, outro ponto de atenção é o uso indevido de dados pessoais para fins eleitorais. O caso mais conhecido é o do Facebook com a Cambridge Analytica, revelado em março de 2018 pelo The Guardian e The New York Times. A consultoria teve acesso a dados de cerca de 87 milhões de usuários para direcionamento de propaganda política, inclusive na campanha de Donald Trump em 2016. No Brasil, o Facebook foi multado em R$ 6,6 milhões pelo Ministério Público em dezembro de 2019 pelo mesmo caso, episódio que ajudou a impulsionar a criação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

terça-feira, 1 de setembro de 2026

11º Encontro de Vinil: uma experiência cultural para amantes dos LPs

O evento será realizado em Nova Friburgo/RJ no dia 12 de setembro 

O interesse por discos de vinil vai além da música. Os amantes dos LPs têm todo um ritual que começa na escolha do álbum, passa pela retirada cuidadosa do disco da capa e termina no momento de posicionar a agulha sobre a faixa escolhida, uma experiência cultural distante da praticidade oferecida pelos aplicativos de streaming hoje em dia. 

Por esses e outros motivos que Nova Friburgo/RJ terá o 11º ENCONTRO DE VINIL no dia 12 de setembro (sábado), das 10h às 19h, na Usina Cultural (entrada pela Rua Dante Laginestra), com entrada franca e classificação livre (crianças e adolescentes com até 15 anos devem estar acompanhados de um responsável). O evento é uma realização do Na Rede com Scheila e apoio cultural do Instituto Energisa e Usina Cultural.

Durante o encontro, já tradicional na cidade, o público pode garimpar a vontade e fazer negócios diretamente com os expositores (alguns deles participam desde a primeira edição e outros que ao saber do evento se interessaram a apresentar seus acervos). A quantidade de discos levados ao encontro pode chegar a três mil, dos mais diversos gêneros musicais: Rock (nacional e internacional), MPB, Samba, Infantil, Blues, Jazz, Bossa-nova, Clássicos, Instrumental, Country, Dance Music, Reggae, Pop, Hip-hop, Eletrônica, e muito mais. Por lá, durante todo o dia, só se escuta discos de vinil em um equipamento de som apropriado. Quanto aos valores dos LPs, podem variar entre R$10 e R$2 mil, por exemplo, ou mais, considerando não só o artista(s), a raridade, mas também o estado de conservação.  

Percebe-se a cada Encontro de Vinil que o evento atrai pessoas de diferentes gerações, colecionadores assíduos, curiosos, compradores casuais e jovens, que mesmo na era digital, que oferece todo tipo de música do mundo na palma da mão, têm interesse por um objeto que pesa, risca e precisa ser virado, pois tem o lado A e o lado B. 

Scheila Santiago
“Segundo uma matéria publicada no Portal Terra em julho deste ano, em 2025 foram vendidos no Brasil R$4 bilhões de discos de vinil! É muito bacana! Com certeza, o interesse por essa mídia é mais do que um modismo passageiro! É sinal de que vem aumentando o interesse pelo consumo musical! Música é vida!”, comenta Scheila Santiago, organizadora dos encontros.





ENCONTROS DE VINIL

Em 21 de junho de 2014 aconteceu o primeiro Encontro de Vinil em Nova Friburgo, totalmente despretensioso, apenas para reunir um grupo de pessoas que ainda tinha discos de vinil guardados, alguns escutavam e outros não tinham mais o equipamento para escutar os bolachões. No local, havia um equipamento de som e todos que participaram trocaram muitas informações e lembranças. No mesmo ano, um outro encontro aconteceu e mais pessoas se interessaram em participar como expositores e público. O evento passou a ser anual e somente nos anos de 2016, 2020 e 2021 não aconteceram. Para saber mais, basta acessar o blog http://encontrodevinil.blogspot.com .


SERVIÇO

11º Encontro de Vinil

12 de setembro de 2026 (sábado)

Das 10h às 19h

Usina Cultural Energisa (entrada pela Rua Dante Laginestra), Centro – Nova Friburgo/RJ

Informações: (22)98146-2493

Realização: Na Rede com Scheila @naredecomscheila

Apoio Cultural: Instituto Energisa e Usina Cultural @usinaculturalnf