Com quase 30 anos de experiência (completo em fevereiro de 2027), as minhas editorias preferidas eram e ainda são: Cultural, Turismo, Meio Ambiente e Comportamento. Com olhar crítico, a assessoria de imprensa foi consequência, e, claro, passei também a oferecer assessoria de comunicação, que é um universo mais amplo.
Estar em ambos os lados (àquele que recebe a sugestão de pauta e àquele que ‘vende’ a pauta) foi fundamental para o serviço que hoje ofereço aos meus clientes. Tive a oportunidade de escrever também para sites, colunas, blogs, revistas, roteiros para vídeos institucionais, rádios, programas de TVs, consultoria e revisão de textos para publicações de livros etc.
Em 2006, no auge dos blogs, criei um para divulgar eventos culturais realizados em Nova Friburgo e região, que foi um sucesso; e até hoje tenho alguns: Na Rede com Scheila, Palavras de Mirra, Olhar de Mirra, Encontro de Vinil, Burburinho Assessoria Comunicação e Burburinho Fevest, alguns em constante atualização.
Em 2018, já com ascensão das redes sociais (por volta de 2011 e 2012) e com o mercado de assessoria de imprensa mudando radicalmente, percebi que meu trabalho também era considerado como um veículo de comunicação e me dediquei a fomentar as minhas próprias: Facebook, Instagram, YouTube, Spotify e X (Twitter), além de um blog e, mais recentemente, o LinkeIn. Fato é que os meus clientes também gostavam de estar nas minhas redes, ou seja: a estratégia deu certo.
Para oferecer um trabalho de excelência, ou bem próximo disso, me dediquei a oferecer assessoria de comunicação, que vai muito além de uma assessoria de imprensa. É preciso conhecer o cliente, a sua história e/ou da empresa/evento, sua(s) demanda(s), planejar e definir estratégias de forma personalizada avaliando o cenário do nicho em questão. Só depois de cumprir esta etapa é que vem o trabalho de uma boa assessoria de imprensa.
Ainda hoje, a produção de um release é importante, e o cliente gosta, pois serve de base para os colegas de uma redação e muitos raramente alteram o texto; o que muda, às vezes, é o título, por questão do número de caracteres. Sempre gosto de oferecer aos jornalistas boas fotos, áudios e vídeos, e paralelamente crio o mailing personalizado, claro. Por que isso? Porque é preciso pensar com a cabeça de quem vai receber o material e estar disponível para atender outras demandas dentro do prazo estipulado. Detalhe à parte: já deixei de divulgar sugestões de pautas nas minhas redes porque o assessor de imprensa não enviou informações complementares que solicitei.
Desde 2012, era preciso também considerar os(as) influenciadores(as)! E foi prestando serviço de assessorai de imprensa para a maior Feira Brasileira de Moda Íntima (Fevest), realizada em Nova Friburgo/RJ, que consegui convencer os realizadores sobre a importância de envolvê-los para ampliar a visibilidade do evento. Infelizmente, na época, a maioria dos colegas questionou dividir a ‘Sala de Imprensa’ com eles. Hoje em dia isso é normal, e em muitos eventos têm um espaço só para eles.
Tanto o cliente quanto o assessor de imprensa não podem ignorar o número de sugestões de pautas que chega para cada jornalista da outra ponta, não é mesmo? E uma das atribuições do assessor é criar uma boa rede de relacionamento com a imprensa. Teve época em que encaminhávamos e-mail para vários veículos de comunicação ao mesmo tempo e ficava na torcida por uma resposta. Ao longo do tempo, isso foi mudando. É necessário conhecer a forma que o colega do veículo de comunicação prefere receber o material de divulgação, até porquê hoje em dia é muito usado o WhatsApp.
E quando o seu cliente precisa conceder uma entrevista? Media training! Sim! É necessário treinar o porta-voz para estar diante de uma câmera ou para falar em público, que seja, pois nem todas as pessoas estão preparadas e/ou têm essa habilidade, mesmo que tenham o hábito de se posicionarem em redes sociais.
Nós, assessores de imprensa, precisamos nos adequar às novas dinâmicas das redações! E por isso estou sempre me perguntando como emplacar uma pauta, como ampliar minhas redes de relacionamento e gerar realmente resultados satisfatórios tanto para o prestador deste serviço (eu) quanto para o meu cliente.
E quando não é possível contratar uma empresa de clipping, para monitorar o alcance da pauta nas mídias, o assessor de imprensa tem mais uma tarefa: pesquisar; acompanhar alertas; organizar links, quando são gerados; e analisar as menções para incluir em um relatório. Felizmente, há colegas que avisam quando a matéria ou nota é publicada.
Satisfação mesmo é quando o Burburinho é bom para todos: cliente, quem divulga e o assessor de imprensa!
Scheila L. Santiago
Jornalista
Assessora de Imprensa
Produtora de Conteúdo
30/09/2026

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